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Kiko Loureiro

Imagem ilustrativa

Kiko Loureiro nasceu no Rio de Janeiro, mas cresceu em São Paulo, a maior metrópole da América do Sul. Um dos guitarristas brasileiros mais reconhecidos no exterior, ele é provavelmente o mais influente de toda uma geração de músicos do Brasil, seja tocando no Angra – banda de metal progressivo que abriu as portas para o seu sucesso, ou como artista solo.

O amor de Kiko Loureiro pela música surgiu naturalmente antes mesmo de estudar um instrumento. Durante a infância ele foi um atento ouvinte e dedicado pesquisador que adorava passar seu tempo livre na biblioteca da escola admirando a vasta coleção musical. Aos 11 anos de idade começou a ter aulas de violão e não parou desde então. Descobriu sua verdadeira vocação como músico alguns anos mais tarde ao explorar o mundo do rock progressivo, heavy metal, jazz e fusion.

Kiko Loureiro era fascinado pela música de Scott Henderson, Jeff Beck, Jimmy Page, Van Halen, Black Sabbath, Metallica, Paco de Lucia, Herbie Hancock, Pat Metheny, Astor Piazzola, Hermeto Pascoal e percebeu que esses músicos seriam a fonte de inspiração para embarcar em uma incrível jornada que o tornaria um músico a transcender gêneros.

A partir daquele momento, Kiko Loureiro decidiu concentrar-se no estudo da guitarra que praticava por horas de forma apaixonada. Entretanto, nunca abandonou o violão, e aos 20 anos começou a estudar piano, instrumento que o ajudou a atingir uma maior sensibilidade rítmica e harmônica.

Na música de Kiko Loureiro encontramos um artista de grande emoção com um estilo moderno e capacidade de improvisação repleta de criatividade, apostando em ricas e belas melodias dentre as quais podemos transitar em meio a suas influências de forma sofisticada. A fusão do heavy rock e progressivo com a harmonia e ritmo do músico brasileiro com um toque de jazz. O trabalho de Kiko Loureiro é permeado de versatilidade, abrangendo a rica paleta do mundo da música.

Em 1993, aos 21 anos, Kiko Loureiro gravou “Angels Cry”, seu primeiro álbum com o Angra. Gravado na Alemanha e lançado no mundo inteiro, o disco foi muito bem aceito principalmente no Japão onde recebeu disco de ouro após ter vendido mais de 100.000 cópias.“Holy Land”, segundo álbum do Angra, foi lançado em 1996 e obteve excelente repercussão que, somada ao sucesso anterior de “Angels Cry”, possibilitou a primeira turnê mundial e o reconhecimento como uma das bandas precursoras mais importantes do gênero Prog/Power Metal vindas do Brasil. Nesse mesmo ano também foi lançado o EP “Freedom Call” onde o maior destaque seria a faixa “Reaching Horizons”, da primeira demo do grupo. O resultado da turnê foi tão significativo que a banda lançou “Holy Live” seu primeiro álbum ao vivo gravado em Paris em 1997. Após um intervalo de dois anos, o Angra lança “Fireworks” em 1999 e faz uma pausa por mais dois anos devido à mudança na formação. Em 2001, após o lançamento de “Rebirth”, a banda sai novamente em turnê mundial, lançando o CD/DVD “Rebirh World Tour” e o EP “Hunters And Prey” em 2002, parando em 2003 para o processo de composição do disco que viria a ser o mais relevante de toda a carreira do grupo – “Temple Of Shadows”, lançado em 2004 e que obteve inúmeros prêmios em todo o mundo.

Nesse meio tempo, Kiko Loureiro inicia oficialmente sua carreira solo com o lançamento do debut álbum “No Gravity”, também em 2004. Ele já era um músico conhecido e respeitado, estando sempre entre os melhores guitarristas nas pesquisas e tendo recebido o disco de ouro por seu trabalho no Angra. Por diversas vezes, foi capa da revista japonesa Young Guitar e recebeu ótimas críticas nas melhores publicações do gênero como Guitar and Bass (França), Guitar Axe (Itália), Guitarist (UK), Guitar Player (USA & BRASIL), entre outras.

“No Gravity” foi gravado na Alemanha, no estúdio House of Audio, produzido por Kiko Loureiro e Dennis Ward. O guitarrista também toca baixo, teclados e percussão no álbum. A bateria foi gravada pelo virtuoso Mike Terrana. “No Gravity” é considerado até hoje como o disco seminal de Kiko Loureiro, a peça principal que abriu as portas do mundo para o melhor guitarrista brasileiro.

“O lançamento de ‘No Gravity’ significa a realização de um sonho para mim, um momento da minha vida em que eu pude reunir, em forma de canções, tudo aquilo o que mais amo na música.”

Em 2006, Kiko Loureiro lançou seu segundo álbum solo – “Universo Inverso”, mais uma obra-prima gravada em somente três dias, que contou com alguns dos maiores nomes do Jazz da América Latina: o pianista cubano Yaniel Matos, o baterista Cuca Teixeira, o baixista Carlinhos Noronha e o percussionista Maurício Alves. “Universo Inverso” alcançou grande sucesso sendo lançado na América do Sul, USA, Asia e Europa. Nesse mesmo ano, após o lançamento mundial de “Aurora Consurgens” – sexto álbum de estúdio do Angra, Kiko Loureiro é eleito o melhor guitarrista do mundo pela conceituada revista japonesa “Burrn!”

Em 2009, mais dois lançamentos: seu terceiro disco solo, o pesado e progressivo “Fullblast”, considerado como “uma grande jornada instrumental para os fãs de Satriani e Santana”, um álbum com intervalos de jazz e feeling latino, contando com excelentes músicos como Felipe Andreoli no baixo, Dalua na percussão, e novamente com os convidados especiais Yaniel Matos, pianista cubano, e o baterista americano Mike Terrana.

Quase simultaneamente ao lançamento de “Fullblast”, Kiko Loureiro apresenta seu novo projeto, Neural Code. Em parceria com o baterista Cuca Teixeira e o baixista Thiago Espírito Santo, os três músicos reúnem e exploram seus conhecimentos musicais transitando pelo Rock, Jazz, e inúmeros ritmos brasileiros em um álbum instrumental que agrada a fãs e músicos.Em 2010, o Angra lança “Aqua” e faz mais uma pausa após uma série de shows pelo Brasil e exterior.

“Sounds Of Innocence”, quarto disco solo de Kiko Loureiro, lançado em 2012, conta com Felipe Andreoli no baixo e Virgil Donati na bateria, além de outros renomados músicos convidados. Gravado no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Finlândia, o trabalho obteve grande receptividade principalmente no Japão, onde o Power Trio foi convidado a fazer apresentações ao vivo. O álbum instrumental é uma mistura de Prog Metal, Jazz e Rock, passando por ritmos brasileiros e Blues em que Kiko Loureiro mostra toda sua musicalidade.